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• Ana, 20 anos, estudante de jornalismo, aspirante a atriz. paulista, escorpiana com ascendente em touro. vomitando palavras esdrúxulas quase sempre nesse blog. rotina,
nostalgia, ânsia, diarréia verbal, ausênsia de filtro cerebral, excessos e mundo paralelo. o vazio do
excesso. nada moderado, arruma um cantinho e se ajeita no cafofo porque aqui o diálogo é interno.
// amigos Gee Flor Kira Didi Caká Livvie André Nathie
// entulho |
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[Quarta-feira, Julho 02, 2008] at last... as férias começam!
[Domingo, Maio 11, 2008] não que isso seja um término, um hiatus, um... qualquer coisa.
[Sexta-feira, Maio 09, 2008] por deus, quero chorar. perdi tudo o que eu escrevi, cansei de escrever com letras maiúsculas e minúsculas também, é só um desabafo e nada mais, quem disse que isso é para ser levado tão a sério? respira, respira. você só perdeu meia página de filosofias solitárias e insolentes. vamos perder tempo fisolofando, quero gritar. se eu colocar esse grito dentro de uma garrafa vazia de vinho - que antes eu faço questão de virar com uma trilha sonora muito bem servida - e jogar pela janela, o efeito será de uma bomba atômica. estou cada vez mais lúcida de que estou cansada de máscaras e pessoas blindadas. a aula de antropologia mexeu muito comigo. leiam um livro que se chama "perca tempo - é no lento que a vida acontece" e vamos discutir. faz 6 anos que eu escrevo em blog e sou obrigada a tê-los escondidos, alguns já foram, outros não, esse sim; usar pseudônimos e ser uma semi-blindada para não expor meus pensamentos transcendentes, minha maturidade de vivência existencial que nem todo mundo compreende. não, eu não sou madura a ponto de dizer que passei por todas as experiências. não. são existencialismos que somos obrigados a enfrentar, a desblindar, a tirar a casca de tartaruga e sim, nos expor. cansei. é por isso que sou tão seletiva e sim, me orgulho disso. e não, não me importo de me acharem esquisita e tantas vezes - e na maioria dela - tirarem conclusões precipitadas e erroneamente. i'm lost in translation, sou uma charlotteana, estou sentada na beira da janela olhando o mundo por cima, enxergando as maçãs podres do cesto espiritual e superficial, mas grito, grito, grito por ouvidos mais mortos do que vivos, pois mortos estamos e dos vivos ignoramos, mas ignoram-me a maioria por medo, e aqui me perco. [Quinta-feira, Maio 08, 2008] Acho que esse blog vai chegar ao fim, vários erros para publicar, para editar, para configurar layout e lalalala, cansei - bosta, gosto tanto daqui, não quero começar do zero de novo. Seria isso um sinal? Oh! E se eu contar que eu já comecei? Que estou lá na frente com meus segredos que agora não podem mais ser abertos, é meu diário mais secreto e tem um cadeado muito, muito bem trancado?!
[Quarta-feira, Maio 07, 2008] dois posts deletados. impulsividade é minha companheira de aventuras! [Quarta-feira, Abril 30, 2008] NINGUÉÉÉÉÉÉÉÉMMMMM.....
Não quero assistir à nenhum filme para que eu possa me inspirar e assim, digitar o que deve existir de grandioso aqui dentro. (droga o maldito telefone começou a tocar, vai continuar!) Nunca foi tão dificil levar à um papel ou nas batidas de um teclado as palavras que aqui me consomem, sentimentos que estão centrados em um único motivo, os outros motivos nem motivos são. Perderam-se todos. Estou sozinha nesse buraco, estou me enforcando nessa agonia de querer falar e não poder, de ter que trancar meus sentimentos e não soltá-los por aí, deixá-los correr... gritar, expressar, agir. Quando focamos demais em um só sentimento os outros se disperçam na estrada, logo, você não sabe qual caminho escolher. Estou pensando demais para escrever, mas era isso que faltava, pensar em tudo o que eu sinto e tenho sentido nos últimos dias: agonia. É gritante, já disse? Que me calem e me enterrem se eu estiver sendo um peso, como muitas vezes me sinto. Drama, drama, drama. Comédia nunca foi a minha seção preferida da locadora mesmo. Minhas unhas curtas e esmalte vermelhos descascados se deitam nas teclas e pensam, pensam, pensam "mas oras, o que estamos fazendo aqui, cadê a cabeça pensante da Ana Claudia? estamos fazendo o servicinho sujo do coração dela?!". Talvez, contradição, paradoxo. Lentamente digitam pensamentos que demoram a sair, sentimentos que são liquidificados e passados por um filtro antes não usado, agora sou obrigada até a tirar o pó, maldito. Saber o que falar e como falar nunca foi a minha especialidade e eu não estou acostumada, sair vomitando e deixar o chão sujo sempre foi a minha preferência, mas o leão realmente está bravo. Sutileza não é comigo. Não sei aonde quero chegar com esse blablabla cegamente infinito (celular tocando, que inferno, vai continuar!), talvez eu saiba apenas de uma coisa: quero chegar em algum lugar, a algum lugar. Lugares são complexos, quero o futuro do presente, esse meu presente que me corrói, mas que no futuro poderia ser mais leve, mais bonito. Mais uma vez não sei para onde estou indo, mas sei quem eu quero levar, ou encontrar. Caminhar junto, isso. (trancando a caixinha por pura vontade imprópria) [Terça-feira, Abril 29, 2008] Andar para frente sem olhar para trás, tentei fazer isso hoje no trajeto quarto-cozinha imaginando situações e nunca foi tão doloroso imaginar um passado quebrado, ou mesmo protelado. Não sei mais quem sou.
[Terça-feira, Abril 22, 2008] "quero a vibração alegre. quero a isenção de mozart. mas também quero inconsequências. liberdade? é meu último refúgio, forcei-me à liberdade e aguento-a a não como um dom mas com heroísmo: sou heroicamente livre. e quero o fluxo (...) estou viva. mas sinto que ainda não alcancei meus limites, fronteiras com o que? sem fronteiras, a aventura da liberdade perigosa. mas arrisco, vivo arriscando. estou cheia das acácias balançando amarelas, e eu que mal e mal comecei minha jornada, começo-a com um senso de tragédia, adivinhando para que oceano perdido vão os meus passos de vida. e doidamento me podero de desvãos de mim, meus desvarios me sufocam de tanta beleza. eu sou antes, eu sou quase, eu sou nunca." - c. lispector
"(...) Eu me pergunto se, um dia, não seremos nós cem milhões de copidesque.
[Segunda-feira, Abril 21, 2008] Enquanto espero o remédio fazer seu devido efeito (o que não vai demorar), ouço a trilha tema de Ghost World e penso nas pessoas e como elas são idiotas, o quanto elas me fazem sentir aquela vontade insuportável de vomitar e querer sumir do mundo - não, a trilha não está me influenciando. Só estou em uma das minhas crises chatas de lidar, onde nada se encaixa, nenhum dos meus planos parecem ser sólidos e palpáveis, minha nostalgia me engole de forma assustadora e eu quero gritar. Quero socar a parede pois não tenho mais a inspiração que eu tinha como antes para escrever, isso me mata. Dramalhão, ai de mim! Palavras sem graças, sem nexo e sentido, sem que toque, sem que provoque, mas que sai da minha cabeça e se estabiliza no espaço de forma fútil e desnecessária. Se isso continuar eu não sei o que eu vou fazer. Não sei o que falar, não sei o que expressar. Mas eu me esforço, juro. Em todos os sentidos e em tudo nessa maldita vida! As pessoas vivem em busca de conhecimentos e de reconhecimentos. Todo mundo trabalha, estuda, namora, faz um monte de coisas que aprenderam com a vida e esperam ter o seu retorno sempre, por mais que digam que não o procuram, o reconhecimento é sempre bom, eu sei e lalala, OKZ. Mas eu devo estar escondida mesmo, porque não é possível, o esforço está sendo feito. Sinto como se eu já estivesse invisível, parece em vão. Mas é quase o meu máximo, estou quase lá naquele limite chato e fedorento. Se querem mais, não está aqui quem falou. Pessoas são preguiçosas, melancólicas, todas, todas! Boring...
[Sábado, Abril 19, 2008] Adoro chegar bêbada em casa, querer escrever e não escrever nada.
[Quinta-feira, Abril 17, 2008] "Mais um dia de espera. Quarta feira - 16/04/08 - 11h35. Ando sem inspiração nenhuma, meus sentimentos parecem ter sumido e eu me sinto anestesiada. Faculdade quase vazia, grande diferença, não consigo me envolver com risos e brincadeiras alheias, nada parece me atingir, absolutamente nada. Essa aparente tristeza crônica não me deixa ter uma vida. Sinto ter sentimentos e pensamentos borbulhantes pedindo e procurando pela saída, mas não tenho forças nem vontade de abrir a porta de emergência. Socorro. Talvez eu queria chorar desesperadamente feito uma criança perdida e desolada, não consigo. A anestesia é geral e o mundo parece irreal quando eu olho ao redor, tenho medo disso. Não quero ficar sozinha nesse surrealismo. Minha ansiedade aparentemente foi embora, escrevo com lentidão e certa escuridão. Essa Ana Claudia é estranha, raramente aaprece, geralmente fica deitada, e chora.
Dizem que você é do tamanho dos seus sonhos.
[Domingo, Abril 13, 2008] Não é que eu desencanei daqui, nem de escrever - muito menos de escrever. É que, de repente, eu não sei se tudo o que eu sinto foi digerido ou se minha rotina agora costuma a ser melhor mastigada; talvez a terapia também faça efeito, falar tudo faz efeito, mesmo que não muito positivo na maioria das vezes. Não vou vir aqui escrever blablabla sem essência sabendo que isso sempre foi meu canto de lamentações e, blé. Sei lá, estou desconcentrada, doente pra caralho e quero fazer uma festa só com Modest Mouse.
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